Por Aline Djokic para as Blogueiras Negras

Quando ouvi Nina Simone pela primeira vez, eu me apaixonei completamente por sua música. Quando a ouvi pela segunda, terceira e quarta vez, agora sim prestando atenção aos seus textos, eu sucumbi completamente a esse amor.

Há muito o que se aprender com essa cantora, compositora e ativista negra norte-americana, com suas entrevistas, sua biografia. Mas hoje eu gostaria de falar de uma das minhas canções preferidas, composta por ela: Four Women.

Four Women conta a história de quatro mulheres negras (Tia Sarah, Saffronia, Bonequinha e Peaches), de quatro tonalidades de pele diferentes mas, ainda assim, todas negras.

A análise a seguir tem a mais despretenciosa intenção de fazer um paralelo entre a história das mulheres negras estadunidenses retratadas nesta canção, e a história da mulher negra no Brasil.

Four Women está dividida em quatro estrofes, uma para cada história, que se interligam ao final de cada estrofe, ou seja, o final de uma estrofe é também o início da estrofe seguinte. Esse artifício acentua a continuidade e o direto relacionamento de uma história com a outra.

Primeira Estrofe: Aunt Sarah – Tia Sarah

Aunt Sarah

My skin is black
A minha pele é negra
My arms are long
Os meus braços são longos
My hair is woolly
O meu cabelo é como a lã
My back is strong
Minhas costas são fortes
Strong enough to take the pain
Suficientemente fortes para suportar a dor
Inflicted again and again
Que me foi imposta repetidas vezes
What do they call me?
Como eles me chamam?
My name is Aunt Sarah
Meu nome é Tia Sarah

A primeira mulher descrita nesta canção é Sarah, uma escrava. Sua pele, como ela mesma diz, é negra, seus cabelos como a lã. A descrição do cabelo é algo que vai repetir-se nas três primeiras estrofes, o que nos mostra como ele é importante na construção da identidade de um indivíduo. Segundo a psicologia, um bebê só é capaz de enxerga-se como um indivíduo independente da mãe, ao perder o primeiro cabelo, aquele com o qual nasceu, e que é um resquício da simbiose entre mãe e filho, durante a fase uterina. Sendo assim, ter seu próprio cabelo, aquele que passa a existir a partir do primeiro corte, é para a criança, o primeiro passa rumo à emancipação.

Sarah refere-se ao próprio cabelo como sendo como a lã. Ela refere-se tanto a textura do mesmo, crespo ou genuíno, como também à cor dele. Através dessas metáforas, Sarah nos diz que ela conhece sua própria história, suas origens, e dá-nos ao mesmo tempo, informação sobre sua idade. A palavra wolly, em inglês, também quer dizer descabelada, desgrenhada, e pode, ao meu ver, tanto ser uma metáfora para a escravidão, já que na nossa cultura descabelar-se significa estar fora de si, não ter controle sobre si mesmo, como pode ser, também, uma metáfora para o estado de prostração e auto-neglicência em que se encontra Sarah, depois de longos anos de sofrimento, sem esperança de redenção.

As descrições seguintes de sua condição física não representam o que ela pensa de si, mas reproduzem teorias racistas sobre a predestinação do negro para o trabalho físico e árduo. Sarah segue descrevendo-se e afirma que seria “suficientemente forte para suportar a dor”. Essa afirmação, que também não é dela, é frequentemente usada no processo de relativação da escravidão e construção da imagem do negro servil, a saber, aquele que carrega calado o julgo que o destino (não o senhor escravocrata) lhe há imposto. A escravidão passa assim, a não ter agentes, e desprovida de culpados, também não exige desculpas, além de não permitir ressentimentos por parte dos escravizados e seus descendentes.

Outro marcador dessa tentativa de relativizar a culpa na escravidão é o título familiar que lhe dão “Tia Sarah“, que no Brasil tem o seu equivalente na figura da Mãe-Preta. Tornar a escrava parte da família tinha dois objetivos, torná-la branca para que a afetividade maternal que se nutria por ela fosse possível, e ao mesmo tempo redimir-se das circunstâncias cruéis sob as quais esses relacionamentos eram construídos. Afinal, como poderia o sinhôzinho ser racista se nutria tanto carinho por sua escrava, chegando até mesmo a chamá-la de mãe?

Quando Sarah refere-se a dor que lhe há sido “imposta repetidas vezes”, ela não só refere-se à violência física constante a que era submetida uma escrava, como também às repetidas vezes em que tivera que separar-se de seus filhos, para ser novamente vendida ou alugada como ama-de-leite. Hoje, milhares de mulheres negras e pobres, têm um cotidiano muito parecido ao dessas escravas. São obrigadas a viver longe de seus filhos, que só veem nos finais de semana, ou até mesmo em menor frequência. Em seus locais de trabalho, habitando as áreas de serviço, estão disponiveis vinte e quatro horas por dia. Mas há também as que tiveram o convívio diário com os filhos até o momento de verem-nos serem “sacrificados” pelo crime organizado ou pelos que o combatem.

O mito da Mãe-Preta, segundo Sonia Roncador, encarnava dois tipos de estereótipos dos escravos brasileiros: o Escravo Fiel e o Escravo Imoral. Nascida dessa mescla, a Mãe-Preta passaria a ser representada como a escrava servil, que demonstrava pouco interesse pela senzala, e possuía exacerbado apetite sexual por seu senhor. Roncador segue afirmando que com o passar dos tempos esses dois estereótipos se desassociaram, cedendo lugar a um novo estereótipo: o da mulata lasciva e cordial.

Ao meu ver, tanto o mito da Mãe-Preta como o da mulata lasciva e cordial, têm grande destaque na mídia atual e continuam enraizados no inconsciente coletivo da sociedade brasileira. As Mães-Pretas continuam sendo perpetuadas nas figuras das empregadas domésticas das telenovelas. Onde senhoras negras aparecem como anjos, que abdicam de suas próprias vidas em prol da prole alheia, como a personagem Emília (Mariah da Penha) na atual telenovela “Sangue Bom” da Rede Globo. Atoras negras jovens mantêm vivo o mito da mulata lasciva interpretando papéis como o da personagem Cida (Thaíssa Carvalho), na telenovela “Viver a Vida”, de 2012, da mesma emissora.

Segundo o fetiche racista, os patrões seriam seduzidos por suas empregadas, possuidoras de poder de sedução exacerbado, concedido pela natureza. Durante entrevista cedida a revista Contigo, a atriz Raquel Villar afirmou que “não teria culpa de ser sensual, isso seria herança de seu avô, um negrão”. Declarações como essa são clássicos exemplos de introjeção (interiorização) de preconceitos racistas, ainda muito presentes na sociedade brasileira e que recebem larga propagação midiática.

Segunda Estrofe:  Saffronia – Açafrão

Safronia

My skin is yellow
A minha pele é amarela
My hair is long
O meu cabelo é longo
Between two worlds
Entre dois mundos
I do belong
Aos quais pertenço
My father was rich and white
Meu pai era rico e branco
He forced my mother late one night
Ele violentou minha mãe na calada da noite
What do they call me?
Como eles me chamam?
My name is Saffronia
Meu nome é Saffronia (Açafrão)

Saffronia, a segunda mulher da canção, descreve a cor de sua pele: amarela.

Saffron, em inglês, quer dizer açafrão, condimento que dá cor amarelo-dourada aos alimentos. A análise de cada característica do açafrão, vai revelando-nos o caráter simbólico da escolha desse nome. O açafrão é ganho através da extração dos estigmas de um flor, a Crocus Sativus; cada flor possui apenas dois ou três estigmas. O ganho do raro condimento dá-se através da defloração, uma alegoria para o momento da concepção de Saffronia (Meu pai era rico e branco/Ele violou minha mãe na calada da noite). Tão raros quanto os estigmas da flor Crocus Sativus, são os traços físicos de Saffronia: cabelos longos e lisos (straight long hair), assim descritos numa outra versão. A raridade com que o açafrão é encontrado no mundo, faz dele um artigo de grande valor. E valiosos também são os traços físicos brancos, numa sociedade onde o único padrão de beleza aceito é o branco. Ou quem já não ouviu alguém comentar como o filho ou a filha tem “graças à Deus, cabelo bom”? A mãe de Saffronia, porém, não pode e não quer esquecer o preço pago por tal dádiva e lhe dá um nome, que é ao mesmo tempo recordação e advertência.

Há mais que o testemunho de um ato violento na descrição do momento da concepção de Saffronia. Os versos “Meu pai era rico e branco/Ele violou minha mãe na calada da noite”, são uma alegoria para a violência psicológica a que são submetidos negros e negras diariamente, pois para mover-se numa sociedade hegemônica branca, o negro tem que despir-se de sua identidade e vestir o que Frantz Fanon denominou como “máscaras brancas”. Ou seja, o negro tem que rechaçar e desfazer-se de tudo aquilo, que em sua aparência, no seu falar, no seu vestir e agir, possa remeter à sua ascendência negra.

Essa adaptação “voluntária” recebe o auxílio de uma política do “pau e da cenoura”, onde todo aquele que negar-se a adotar tal comportamento, imediatamente volta a encorporar velhos estereótipos como o do negro ladrão, revoltado, perigoso, ingrato, insolente ou ignorante, remanescências do mito do Escravo Demônio, a contrapartida do Escravo Fiel. Porém, o método mais eficiente para a imposição da identidade branca é fazer dela a única existente.

Senta Trömmel-Plötz, que pesquisa a violência verbal, afirma que “se a tarefa da mídia é manter-nos informados sobre o que há e o que acontece, a ausência de certos grupos e assuntos na mídia, significaria, então, a inexistência deles”. As únicas representações do negro aceitas na sociedade brasileiras são: ou um avatar branco, ou o ser subjulgado e carregado de estereótipos do passado. “Entre dois mundos /Aos quais pertenço”… Um desses mundos representa o passado, na figura da mãe negra e violentada, o outro é o presente, representado por Saffronia, a figura embranquecida, resultado da miscigenação forçada. Nós que descendemos dessa miscigenação racial e cultural involuntária, devemos ter sempre um monumento como Saffronia a nossa frente, para que jamais nos esqueçamos da dor com que foi concebida.

Terceira estrofe: Sweet Thing – Bonequinha

Sweet thing

My skin is tan
Minha pele é como o trigo maduro
My hair is fine
Meu cabelo é bom
My hips invite you
O meu corpo lhe seduz
My mouth like wine
Os meus lábios são como o vinho
Whose little girl am I?
De quem eu sou a queridinha?
Anyone who has money to buy
De todo aquele que puder pagar
What do they call me?
Como eles me chamam?
My name is Sweet Thing
Meu nome é Bonequinha (de luxo)

Bonequinha é a terceira mulher da canção.

Tan em inglês, quer dizer bronzeada, trigueira. Bonequinha representa aquele tipo de mulher que sempre ganha o papel de destaque nas mídias, quando a presença de um negro se faz necessária. Sua beleza reaviva o mito da mulher exótica, que nada mais é que uma crítica aos vestígios ainda visiveis da descendência negra, ou de qualquer outra raça considerada inferior.

A imagem sensualizada de Saffronia e Bonequinha podem mesclar-se nas representações cotidianas das negras no Brasil, mas uma sutil e importante diferença as separa. A aparência física de Bonequinha distancia-se ainda mais da negróide, e ao contrário do que se era de esperar, a falta desse marcador, antes de grande destaque no discurso racista, não a livra da discriminação. Se antes, a sensualidade de Saffronia era algo subentendido, a de Bonequinha, agora, é algo indiscutível, imanente. Seus lábios, seu corpo são um convite à fornicação(O meu corpo lhe seduz, Os meus lábios são como o vinho). Ao contrário de Saffronia, Bonequinha não se encontra entre dois mundos, ela parece muito mais não pertencer a nenhum deles. E por não ser nem de um, nem de outro, ela pode agradar tanto a negros quanto a brancos(De todo aquele que puder pagar).

Também ao contrário de Saffronia, Bonequinha parece não possuir ancestralidade (De quem eu sou a bonequinha?). Se a concepção de Saffronia, por um lado, fora marcada pela violência, a de Bonequinha, por outro, só pode ser confirmada através de sua própria existência. A falta de identidade a faz vulnerável. Não há nada, nem ninguém para lhe dizer quem é. O que se segue é a interiorização dos estigmas e a resignação, evidentes no texto através da descrição de sua sensualidade e da entrega à prostituição.

Na televisão e no cinema brasileiro, atrizes que se encaixam na descrição física de Bonequinha, representam com frequência inquietante, papéis de prostitutas, ou outros papéis de mesmo cunho. Vez ou outra, elas aparecem como irmãs de personagens brancas, e coincidentemente são também elas, as negras, as que vão de encontro aos preceitos morais da sociedade.

Apesar da mulher negra, não importa que tonalidade, ter sua representação na mídia constantemente associada à promiscuidade, há uma diferença importante entre como as negras mais escuras e as de pele mais clara aparecem. As de pele mais clara, incorporam uma promiscuidade praticamente nata. As personagens representadas por elas são frequentemente instavéis e estão em constante luta contra o próprio caráter que vacila entre o bem e o mal, entre a promiscuidade e a ingenuidade.

Enquanto que, as mulheres de pele mais escura, por sua vez, tem sua promiscuidade constantemente associada à sua incapacidade, seja ela financeira ou intelectual. Seus personagens sofrem violência física, como que numa forma de puni-las por incorporarem essa sensualidade, e ousarem assim, uma escalada na hierarquia racista e machista. As personagens interpretadas por essas mulheres são as que, numa trama, terminam ridícularizadas por outras, têm seus cabelos cortados, como forma de destituição da feminilidade, ou exercem a prostituição como forma de punição (exemplo: Grace Kelly e a tia Diva no final da telenovela Aquele Beijo).

Quarta Estrofe: Peaches – Candura

peaches

My skin is brown
A minha pele é marrom
My manner is tough
Meu jeito é rude
I’ll kill the first mother I see
Darei um tiro no primeiro que aparecer
My life has been too rough
Pois minha vida tem sido dura demais
I’m awfully bitter these days
E hoje em dia eu ando muito amarga
Because my parents were slaves
Pois os meus ancestrais eram escravos
What do they call me?
Como eles me chamam?
My name is PEACHES
Meu nome é PEACHES (Candura)

A quarta e última mulher a ser retratada é Peaches, que em inglês quer dizer candura. A única descrição física que recebemos dela é a cor de sua pele: marrom. Seguem-se descrições de seu caráter, rude (segundo verso), violento(terceiro verso), revoltado (quarto verso). Essas qualidades, porém, não descrevem aquilo que ela realmente é, mas sim (como também nos casos de Tia Sarah, Saffronia e Bonequinha) como os brancos a veem. Para eles, ela só pode ser rude, pois os negros são inferiores, não tem cultura, são primitivos. Para eles, os negros são naturalmente violentos, agressivos, por isso deve-se temê-los. E por último, eles estão conscientes de que o negro já não está mais disposto a aceitar a exclusão social que lhe foi e é imposta pela sociedade racista.

Peaches é a primeira das mulheres a dizer o que pensa e ela diz: “E hoje em dia eu ando muito amarga/Pois meus ancestrais eram escravos”. Na versão do vídeo, Nina Simone canta: “Because the only parents I know were slaves/ Pois os únicos ancestrais que conheço, eram escravos”. Esta frase pode ser entendida de duas maneiras: ela está amarga, pois o fim da escravidão não trouxe mudança social nenhuma para os negros. Eles continuavam sendo inferiorizados, sendo discriminados e tendo seus direitos negados. Mas pode também ser entendida como: ela está amarga, pois o único referencial negro do qual ela tem conhecimento é a versão contada pelos brancos, é o do escravizado.

E esse é um aspecto muito importante na busca e na reconstrução da nossa identidade negra. É necessário que a nossa ancestralidade não acabe na senzala, pois não é lá que ela começou, assim como também não é lá que ela termina. Seu início se deu na África, e sua continuidade somos nós, que hoje temos a oportunidade de (re)contar nossa história, a partir do nosso olhar. Desta vez como agentes e não como objeto de estudos.

Peaches já não aceita a mentira que lhe é contada, muito menos a opressão sob a qual vivem os seus; ela quer mudança. Toda mudança precisa de uma força motora e muitas vezes, essa força é a fúria. A comodidade não é capaz de promover mudanças. Porém, para que essa a mudança seja duradoura, nós temos que usar a inteligência, além da força. Inteligência para reconhecer a estrutura social racista sobre as quais foi construída nossa sociedade e combatê-la através de reformas. Maria del Mar Castro Alves, no texto “Psicologia e Antiracismo” afirma que “o racismo deve ser entendido como ‘poder branco’, ou seja, um sistema que tem como objetivo o monopólio do poder em mãos brancas”. Sendo assim, ela prossegue: “esse monopólio só poderia ser quebrado pelos próprios negros”.

Peaches mostra-nos o caminho, ela é a primeira das mulheres a não ter um nome que corresponda aos estereótipos criados pela sociedade racista. Ela não se contenta com o arremedo de identidade branca que lhe é oferecido e que é o único a ser aceito. Ainda que o sofrimento e a luta pela sobrevivência tirasse-lhe toda força para resistir (Tia Sarah), ainda que a violência a intimidasse (Saffronia), ou ainda que a perda da identidade através do embranquecimento a confundisse (Bonequinha), Peaches não poderia recuar, porque ao contrário das outras, ela conhece a verdade, e está disposta a lutar (“Meu nome é PEACHES“, grita ela).

Infelizmente, conhecer a verdade, mesmo hoje em dia, é um privilégio. Além disso, negras e negros têm que lutar diariamente contra a repetição de estereótipos, criados para perpetuar um sistema de escravidão física e intelectual. E as iniciativas para quebrar esse círculo vicioso não são tão númerosas como deveriam ser. Além disso, há um desinteresse muito grande por parte das vias oficiais em desperpetuar o racismo. Mas enquanto nós, marginalizados, continuarmos tentando nos adaptar ao modelo da supremacia branca, como um camaleão, em constante mudança em caso de perigo, eles jamais irão aprender os nossos nomes.

Referências:

Benthien, C,; Wulf Chr. (Editores): Körperteile. Eine Kulturelle Anatomie. Editora Reinbek. Hamburg 2001, p. 153-173.

Del Mar Castro Alves, Maria: “Psychologie und Antirassismus”. In: Psychologie und Rassismus. Mecheril, Paul; Teo, Thomas (editores): Rowohlt. Reinbek bei Hamburg, 1997, p. 247.

Fanon, Frantz: Piel negra, máscaras blancas. Akal Ediciones S.A.. Madrid 2009.

Raquel Villar fala pela primeira vez do assassinato do pai, policial. Página visitada em 17.08.2013.

Roncador, Sonia: “O mito da mãe preta no imaginário literário de raça e mestiçagem cultural”. Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea, nº. 31. Brasília, janeiro-junho de 2008, pp. 129-152.

Trömel-Plötz, Senta: Gewalt durch Sprache. Die Vergewaltigung von Frauen in Gesprächen. Fischer Verlag. Frankfurt am Main 1984.

A imagem destacada desse post é uma ilustração de Ilustração Bianca Hamilton.