Seu nome é Cláudia Silva.
Cujo nome preto calaram com um tiro,
Cuja pele negra esfolaram no asfalto
E cuja toda sorte desfizeram sem acaso.

Sem acaso?
Não é por acaso que um corpo negro cai.
Cai sem ser infarto ou doença de satanás,
Cai como um pássaro que a criança atira,
Mas com menos lágrimas, velas e missas.

Cai a ordem do dia de “combater” o tráfico,
Ou cai na estatística de mais um assalto.
Cai porque é preto que cai todo dia.

Mas ocorre que nessas voltas que o mundo dá,
O nome que deveria cair no esquecimento,
Virou bandeira para o movimento.

O sangue arrancado do seu sofrimento,
Exalou coragem de empoderamento
E libertou do cárcere o embrutecimento.

Cláudia Silva Ferreira,
Seu Silva é da minha mãe também,
Sua sorte poderia ser também.

A história mostra
Do que dela se retém
Que quando o preto se organiza não tem pra ninguém.

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