Claudia Ferreira, 38 anos, auxiliar de serviços gerais e moradora da Zona Norte do Rio de Janeiro, especificamente no Morro do Congonha. Claudia era mãe de quatro filhos e ainda cuidava de mais quatro sobrinhos – típica preta guerreira. Claudia completaria, em setembro de 2014 20 anos de casada com Alexandre Fernandes da Silva, de 41 anos.

Era 16 de março de 2014 quando Claudia saiu para comprar pão e mortadela, Claudia foi assassinada com três tiros e depois de colocada no camburão foi arrastada por 250 metros.

O motivo da sua morte: racismo! Porque a polícia – máquina de matar preto – nos reconhece como “bandido em potencial”. Porque as mulheres negras faveladas não merecem viver com dignidade, não podem nem atravessar a rua. O nosso genocídio é real e é todos os dias, motivamos por diferentes razões: lesbofobia, racismo, misoginia. Feminicído pra nós não pode ser o único caminho e não será.

Assassinaram Claudia muitas vezes: pela bala, pelo escárnio, pela invisibilidade. Mas nunca mais ela será esquecida, nós gritaremos por ela.