Música

Clementina, cadê você?

Para mim é uma missão/compromisso contar e proteger essas histórias que permanecem por muito não escritas ou silenciadas. O desafio se dá na escassez de materiais presentes para que pudesse ser feita uma pesquisa minuciosa, pois não queria escrever de modo tão direto ou sucinto, gostaria que a escrita acerca da Rainha Quelé fosse tão passível de mergulho como sua voz e canções.

Nota de repúdio ao artista Artur Soares e ao Prêmio Hangar de Música

Quando um artista potiguar abre a boca pra cantar que vai prender a negra na senzala, diz que vai maltratá-la, a manda ficar calada, e por isso ainda vai concorrer a um prêmio, NÃO PODEMOS NOS CALAR, o que, inclusive, ele pede na música! Sobretudo num mês importante como Novembro, marcado especialmente pelos dias 20 (Dia da Consciência Negra) e 25 (Dia da não-violência contra a mulher).

“Preciosas, bonitas e guerreiras” – empoderamento feminista das Pearls Negras

Algumas feministas insistem em ler a ideia do recalque como perpetuação do discurso da rivalidade histórica entre mulheres, que nos coloca em posição de constante disputa e revanchismo. Porém, um ouvido mais atento consegue reconhecer que muitas vezes o recalque perpassa questões de raça e classe, pois o lado de lá da ponte têm cor e CEP: é branco e dos bairros da elite.

Ser preto tá na moda?

Precisamos acima de tudo perceber que o racismo continua impregnado dentro desses movimentos que dizem que “o preto está na moda”. Só porque a classe média branca gosta do que o negro produz não quer dizer que ela gosta de conviver com o negro nos seus espaços diários, que ela não pratique racismo todo o dia com seu porteiro, com sua empregada.