Infância e Juventude

Eu não sou a menina cândida – racismo, servidão e relacionamentos abusivos

Libertar-se de um relacionamento abusivo vai além de terminar a relação e afastar-se do misógino em questão. Precisamos atravessar muitas fases para que se consiga reconstruir-se e entender o que se viveu. Depois de nos tocar da vida infeliz que estamos levando e nos libertar do parceiro algoz, ainda leva-se um tempo para superar o trauma, deixar de fugir do medo e encará-lo de frente, encarar o que se viveu e dar voz a si mesma.

Sem mundo encantado em ser mulher negra

O caso Linda Brown aconteceu na década de 50, na cidade de Kansas (EUA). Linda era uma aluna da terceira série e via-se forçada a caminhar algumas horas para chegar a seu colégio apenas destinado a negros. Para resolver sua situação de bem estar, sua família teve que entrar na justiça para a garotinha ter o direito de estudar em uma escola próxima de sua casa que era voltada a pessoas brancas. O clássico Brown versus Board of Education, um marco da luta da segregação racial nas escolas públicas.